Judaísmo
O judaísmo é a religião do povo de Israel, e constituiu a mais antiga religião monoteísta. Foram os judeus, aliás, que deram origem ao monoteísmo, a crença num único Deus. A origem do judaísmo encontra-se na aliança de Deus com o patriarca Abraão e, por via deste, com o povo judeu. Esta aliança fez dos judeus o povo eleito.
As principais crenças judaicas incluem um deus omnipotente, omnisciente e bom, criador e sustentáculo de tudo o que existe. O Deus judaico intervém na história humana sob diversas formas, muitas delas em benefício do povo eleito: as sete pragas do Egipto, a abertura de um canal no Mar Vermelho para deixar passar os judeus que fugiam do Egipto, etc. são apenas alguns exemplos desta intervenção.
Esta relação preferencial com o povo judeu traduz-se em ter sido este o escolhido para a revelação da lei de Deus. Estas leis regulamentam quase todos os aspectos da vida. Os livros do Antigo Testamento reúnem os ensinamentos do judaísmo.
Cristianismo
A religião cristã tem origem nos ensinamentos de Jesus da Nazaré, que viveu no século I da nossa era. Estes ensinamentos estão contidos num conjunto de textos que formam o Novo Testamento, onde se incluem os Evangelhos e as cartas de S. Paulo, cuja pregação levou a mensagem cristã para além do mundo judaico.
O cristianismo afirmou-se desde sempre como uma religião inscrita na tradição judaica, iniciada por Abraão. Tal como o judaísmo e o islamismo, a religião cristã é monoteísta, afirmando a existência de um único Deus criador, definido por três características principais: omnipotência (um Deus que tudo pode), omnisciência (um Deus que possui o conhecimento completo de tudo), e perfeita bondade. Além disso, o cristianismo, como o judaísmo e o islamismo, defende que Deus intervém no mundo de diversas maneiras, orientando e influenciando o seu curso. Estas características formam o núcleo da concepção teísta de Deus.
Islamismo
o islamismo estão reunidos no Corão e Maomé é considerado o último dos profetas. A lista de profetas do islão inclui Jesus de Nazaré, embora, ao invés do cristianismo, não lhe seja reconhecida a natureza divina. O islamismo é uma religião fundada por Maomé, que viveu na transição do século VI para o século VII. O islamismo é uma religião teísta, cujas raízes se estendem até Abraão. Os textos sagrados d
Budismo
O budismo teve origem nos ensinamentos de Siddhartha Gautama, que viveu entre 563 e 483 a. C. O budismo é uma das principais religiões não teístas hoje existentes. A crença num Deus criador e todo-poderoso está totalmente ausente no budismo.
A crença budista básica é que a vida é no essencial sofrimento (mal-estar, insatisfação, frustração). Em simultâneo, os budistas acreditam na reencarnação da alma. A conjunção destas duas crenças leva-os a considerar que a vida tal como a conhecemos é completamente absurda, isto é, sem sentido. Por um lado, a vida é sofrimento; por outro lado, a alma ao reencarnar vezes sem conta contribui para que esse estado de sofrimento e insatisfação se repita sem objectivo algum.
Hinduísmo
O hinduísmo é a principal religião da Índia e a sua origem remonta ao segundo milénio antes de Cristo. O hinduísmo é uma religião politeísta: crê na existência de um Deus supremo, Brahma, e também numa variedade de outras divindades maiores e menores. Brahma é um Deus impessoal que, em conjunto com Xiva, o Destruidor, e Vixnu, o Preservador, formam uma trindade chamada Trimurti. Estes deuses garantem a ordem do mundo, a renovação e a destruição de tudo o que existe.
Os textos sagrados do hinduísmo são os Vedas, um conjunto de quatro livros contendo hinos e orações destinados à elevação espiritual. Os Vedas deram origem a vários volumes de comentários também considerados sagrados, os Upanishads.
A crença de que o mundo físico é apenas uma ilusão (ou maya), o carma e a reencarnação são aspectos centrais do hinduísmo. A ordem eterna do mundo manifesta-se no fundo impessoal de cada ser e reflecte-se na hierarquia social entre os seres humanos, que estão organizados num sistema de castas.